29 de julho de 2012

As duas faces da moeda.

É assim, a vida é assim. Tem gente que nasce e é só coração, emoção. Se entrega e se apega, tem a capacidade de amar incondicionalmente e de fazer a pessoa que está ao seu lado se sentir amada e desejada. Essa pessoa geralmente é a que sofre, a que chora. É ela que vai ter que ouvir a outra acabando o relacionamento e chorar ao lembrar de tudo. Ela que vai sofrer e ficar com o coração apertadinho ao ver as lembranças e notar que tudo acabou. Por outro lado, existem as pessoas racionais. Essas são as bruxas más. Rotuladas como coração de gelo, frias, calculistas e outros muitos adjetivos, estas pessoas são as que, diferentemente das anteriores, irão superar. Elas que irão acabar os relacionamentos e farão as outras sofrerem. Lógico que sofrerão, sentirão falta e irão lembrar da relação, mas elas serão mais fortes e conseguirão superar as coisas. Além disso, elas não são sentimentalistas, têm dificuldade de se apegar as pessoas, não se entregam facilmente e na maioria das vezes, não se apaixonam perdidamente. Alguns consideram isso um defeito, outros consideram isso como uma ótima qualidade, pessoas com esse perfil não irão sofrer e se machucar. Fica a reflexão.
Na minha humilde opinião, antes não sofrer e não se apegar, que ser feita de besta por qualquer um. Adotar esse racionalismo lhe trará consequências como perder pessoas, pois elas se magoarão com você e você irá perdê-las, mas antes perder pessoas, que sofrer demasiadamente por outros.

Um comentário:

  1. Eu mesmo já fui apaixonado por você, Juliana. Por três meses, sim, sim. Lembro disso até com um pouco de satisfação, porque fizemos coisas legais juntos. E a Marília Gonzaga que o diga! hahaha...

    Quanto ao término de relacionamentos amorosos, tenho algumas poderações.

    Toda perda pressupõe um luto e aqui não seria diferente. Por separação, nem sempre um luto reconhecido, ou por morte, chamada viuvez cujo luto é validado, reconhecido, as duas podem doer por muito tempo. A diferença do processo não é óbvia, contanto, uma vez que o luto depende do vínculo estabelecido e não é porque foi por morte que tal vínculo foi maior. O que quero dizer nesta consideração inicial é que o luto pela morte não é sempre maior ou mais difícil que o luto pela separação de um amor. Aqui, na separação, a perda é carregada de sentimentos de frustração de um projeto, a perda de um sonho, a perda do papel realizado anteriormente, do status quo, para não dizer da família, da convivência com os filhos, dos amigos, do padrão de vida. E dá saudade. Saudade de muitas coisas, até da aliança, muitas vezes objeto permanente nos dedos daquele que perdeu seu amor, vivo ou morto, como vi explícito no cantor Seal, em entrevista a um talk show americano no inicio deste ano. Ele gagueja, se emociona, faz pausas e finalmente responde a pergunta que não queria calar na boca da entrevistadora: E esta aliança no seu dedo, o que significa? Com muita clareza e não menos emoção, Seal diz que significa o que ele sente… o processo do luto é lento e precisa ser respeitado. “Eu me sinto bem assim. Não sei por quanto tempo vou usa-lá, mas ainda me sinto bem com essa aliança no meu dedo.” É preciso respeitar o processo do luto, fechar para balanço.

    Diz a autora de Comer, Rezar e Amar, Liz Gilbert: “Antes de ir pra guerra, reze uma oração, antes de ir para o mar, duas e antes de se casar, reze três orações.”
    E finalizo com a frase de Colin Parkes, médico e estudioso do Luto, “o luto pela perda é o preço que se paga por amar.” E eu afirmo com base na minha experiência pessoal, Juliana: vale a pena.

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