2 de dezembro de 2011

Senso crítico.

Hoje minha mãe trouxe para mim uma revista que eu gosto muito, chama-se Mundo Estranho. Ela e a Super Interessante são revista do tipo que retratam curiosidades, coisas que Veja, Época e Istoé não trariam em suas matérias certinhas. Eu prefiro. Não porque as notícias das outras sejam entendiantes, algumas até são, mas porque estas de assuntos considerados cultura inútil nos abrem uma nova visão de mundo. Enfim, nessa edição a matéria de capa fala sobre erros históricos. Vamos esclarecer. Fala sobre coisas que a sociedade nos contou, contou à todos, querendo nos impor esta verdade e nós pacificamente aceitamos, mas então apareceu a ME para nos abrir as portas.
Deixe-me exemplificar para ficar mais simples de absorver. É fato que todos comentam que Napoleão Bonaparte andava constatemente com a mão na região do abdômen, alguns dizem que ele tinha úlcera, outros que tinha cancêr no estômago e que por esses motivos sentia dores terríveis o que o levava a andar com a mão sempre na mesma área corporal. É então, diante desse "fato", que a Mundo Estranho nos prova que isso era farsa. Ele não andava com a mão na barriga, isto era apenas uma pose fotográfica feita na época e que antes dele, outros haviam feito. E não é só isso, há pelo menos 20 histórias mal contadas na edição, entre elas estão o fato de Buda não ser gordo, de Gandhi ser um racista, da América ter sido mapeada antes mesmo das Grandes Navegações e de Cleópatra não ser assim tão bela. 
Porém o ponto em que quero chegar é: se esse tempo todo acreditamos nisso, vivemos com certas verdades, aprendemos desde cedo que é assim, e depois chega alguém e muda tudo, nos prova que tudo aquilo que achavámos real era uma grande mentira. Estranho, no mínimo. Se com essas vinte afirmativas aconteceu isso, com outras vinte também pode acontecer. Não é para virar um revolucionário hipócrita, muito menos um louco que não sabe o que é real, é apenas para refletir e tomar cuidado. Pensem bem: a sociedade nos impõe valores, ideias e ideais. Aceite os que achar que convêm, critique os que achar errado, discorde dos enganadores e se mostre, você é alguém que tem plena capacidade de raciocinar e criar seus próprios valores. Só não deixe a mídia fazer isso por você. 

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