11 de junho de 2012

POR QUE?

Por que eu sou sou obrigada a  seguir as convenções do mundo? Por que eu tenho que aceitar os rótulos e as denominações feitas por pessoas? Por que eu tenho que ser igual e agir igual? Por que eu tenho que regrar minha vida e minhas relações como todo mundo? Por que eu não posso criar minha própria convenção e viver de acordo com o que eu considero correto e interessante? POR QUE EU NÃO TENHO LIBERDADE DE AGIR COMO EU PENSO QUE EU DEVO AGIR?
É muito triste isso. Ser julgado porque pensa diferente, porque tem uma ideia inovadora. Ser julgado porque não segue a risca o que a sociedade impõe. Ser rotulado de mil coisas só porque não quer ser igual. É realmente preocupante.  Se a vida é minha, eu posso fazer o que eu quiser! Logicamente, eu não estou apoiando os revoltados que querem viver de amor e música, a base de drogas na beira da praia. Não, aí seria anarquismo da minha parte. Eu só estou tentando dizer que cada pessoa deve estabelecer como prefere se relacionar com as outras e o outro tem de aceitar!
Se eu quero ser alguém que só tem amigos virtuais e que não sai de casa, EU TENHO ESSE DIREITO! Ninguém pode me obrigar a mudar. Obviamente as pessoas vão tentar me convencer de que há outras maneiras de criar laços, formas melhores e mais sociáveis. Tudo bem, eu entendo. Mas se ainda assim eu não quiser mudar meu jeito, eu tenho que ser respeitada! E eu não preciso explicar isso várias vezes, na primeira as pessoas entendem. Nesse ponto entra a pior parte, o fingimento. Você já entendeu o meu ponto de vista, já compreendeu minha opinião e sabe que eu não vou mudá-la, mas ainda assim você se faz de desentendido pra ter margem para me fazer explicar de novo. Eu explico, aí você usa argumentos vazios pra tentar me convencer de algo que eu já tenho minha própria ideia formada, algo que eu não vou mudar porque você tá querendo que eu mude. Pior que ser incompreendida, é ao ser compreendida, tentar ser distorcida. Isso é um erro do ser humano. Tá no nosso gene. Nós sempre queremos que o outro aceite o que nós achamos certo. Mas não é bem assim que deve funcionar a coisa. Eu tenho total direito de pensar e agir da maneira como eu quero. Se você gosta de mim, você vai aceitar isso.
Eu crio as minhas convenções de vida, eu adapto a maneira como irei lidar com minhas relações. Querendo se relacionar comigo, eu deixo claro o meu modo de vida, cabe a você aceitar ou não. Mas se você aceitar, lembre-se: é o MEU modo de vida, não o que a sociedade hipócrita me impôs.

"Cansei de me explicar, cansei de me fazer óbvia. Não tem escapatória, ou você me aceita, ou você vai embora."